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Desvendando a Síndrome da Impostora: Perspectivas Científicas e Caminhos para Superá-la




A Síndrome da Impostora, um fenômeno psicológico em que indivíduos duvidam de suas conquistas e têm um medo persistente de serem expostos como "fraudes", tem sido objeto de crescente interesse científico e social. Apesar de não ser reconhecida como um diagnóstico psiquiátrico nos manuais DSM-5 ou ICD-10, a Síndrome da Impostora é amplamente discutida na literatura psicológica e organizacional devido às suas implicações significativas no bem-estar e na produtividade dos indivíduos. Este artigo explora dados científicos que lançam luz sobre a prevalência, as causas e as estratégias de enfrentamento desse fenômeno intrigante.


Prevalência e Impacto


Originalmente identificada por Pauline Rose Clance e Suzanne Imes em 1978, a Síndrome da Impostora foi descrita como particularmente prevalente entre mulheres de alta realização.


Estudos apontam para uma combinação de fatores pessoais e ambientais. Aspectos como a criação em famílias que valorizam o desempenho acima de tudo, dinâmicas de gênero, e ambientes educacionais ou profissionais altamente competitivos podem alimentar sentimentos de inadequação. Além disso, características de personalidade, como perfeccionismo e neuroticismo, têm sido correlacionadas com a experiência da Síndrome da Impostora.


Consequências Psicológicas e Organizacionais e Estratégias de Enfrentamento


Pesquisas indicam que a Síndrome da Impostora pode levar a ansiedade, depressão, esgotamento (burnout) e satisfação reduzida na vida e no trabalho. Um estudo publicado na "International Journal of Behavioral Science" revelou que indivíduos com altos níveis de sentimentos de impostora tendem a ter um desempenho inferior, evitam buscar promoções ou novas oportunidades, e podem até mesmo sabotar seu próprio sucesso.


A boa notícia é que a Síndrome da Impostora pode ser mitigada por meio de intervenções psicológicas e estratégias de autogestão. Terapia cognitivo-comportamental (TCC) tem se mostrado eficaz na reestruturação de crenças autolimitantes e na promoção de uma autoimagem mais positiva. Além disso, estabelecer uma rede de apoio, buscar feedback construtivo e celebrar sucessos são passos importantes para superar esses sentimentos. Treinamentos sobre a Síndrome da Impostora em ambientes organizacionais também podem promover a conscientização e oferecer ferramentas para que líderes e colaboradores lidem melhor com esses desafios.


Embora a Síndrome da Impostora represente um desafio significativo para muitos, os avanços na compreensão desse fenômeno oferecem caminhos promissores para o alívio e a superação. Reconhecendo a complexidade das suas causas e as diversas maneiras como se manifesta, indivíduos e organizações podem trabalhar juntos para criar ambientes que não apenas minimizem a incidência da Síndrome da Impostora, mas também fomentem uma cultura de confiança, resiliência e autenticidade.


À medida que mais pesquisas são realizadas, espera-se que estratégias cada vez mais eficazes sejam desenvolvidas, capacitando as mulheres a se libertarem das correntes da dúvida e a abraçarem plenamente suas conquistas e potencial.


Por Juliana Bernardo, conselheira de negócios, palestrante, fundadora da Quor ESG e utópica praticante.


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No dia 06/04/24 das 09h às 12h, acontecerá a Imersão ESG: A Reunião, encontro on-line e ao vivo com Juliana Bernardo, conselheira de negócios e palestrante ESG. Sem jargões, sem segredos e sem filtro. As inscrições devem ser realizadas pelo link: https://www.quor.com.br/areuniao

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